sábado, 4 de abril de 2015



Um dia, alguém que eu admiro profundamente e nunca usa as palavras por acaso, apelidou-me de "emocionalmente imatura". Naquele dia ouvi-as em modo atravessado, por isso não tirei muito tempo para pensar nelas.
Hoje (como o destino assim o previu, as nossas vidas encontram-se ligadas por doces e amargas memórias), quando penso naquelas palavras, apesar de terem um sabor crítico, eu considero-as como um elogio.
Não foi fácil chegar até aqui. Tive muitas dúvidas se seria esse o motivo pelo qual deixámos de caminhar lado a lado. O medo, o maldito medo de não conseguirmos controlar o que sentimos!! Porque é que o que fazemos e acreditamos que é por amor nos primeiros meses, já não têm validade depois do primeiro ano?
Desculpem o desabafo, mas ultimamente sinto-me a sufocar nas palavras que NUNCA foram ditas. Faz-me falta ouvi-las, mas vou esperar calmamente enquanto o tempo me ajuda, lentamente, a sarar a mais intensa dor que sinto no meu coração!!
Como uma eterna romântica, ou se preferirem, como uma pessoa emocionalmente imatura, sonhei ser a última mulher com quem ele iria casar.
 O sonho morreu, mas o amor, esse é eterno. 
Somos Amigos e como a verdadeira amizade é o sentimento mais nobre que respeito, acho que me posso considerar uma pessoa com sorte!
Como boa Sagitariana que sou, restam-me os amores platónicos. 
Não magoam, não prometem, existem e são eternamente fiéis!!
Termino com duas quadras que, tenho a certeza, me identificam no meu mais profundo EU!

Camané, Fado Sagitário:

"E por muito que te queixes
Só espero que tu entendas
Que prefiro que me deixes
A deixar que tu me prendas
Bem sei que é contradição
Eu pedir-te liberdade
Sabendo que a condição
É ficar preso à saudade"


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